Vantagens Que Uma Fusão Traz Para Uma Empresa Em Crise

Existem diferentes crises. Àquela causada pelo mercado, pela chegada de um concorrente, por decisões regulatórias, por má-gestão, entre outros. Crises passageiras e crises duradouras. O grande problema é quando a empresa se acostuma a viver no cenário de penúria, com falta de capital de giro, atraso de salários e impostos e sem acesso aos seus principais fornecedores de outrora, incluindo aqui agentes do mercado financeiro. O empresário e seu corpo diretivo aceitam a situação, fazendo mais do mesmo e acreditando que um dia algo vai mudar. Não vai.

Há empresas que vivem assim há 10, 15, 20 anos! A empresa tem de fazer uma autoanálise e ter visão crítica de que não há mudança sem dor. Recuperar o rumo com as próprias pernas não é mais uma opção. Construir em volta desta realidade uma tese de investimento que atraia investidores estratégicos ou até financeiros para participarem de ações transformadoras pode ser uma saída.

Com toda dificuldade financeira, a empresa tem bons produtos ou serviços, canais de venda ainda funcionando e boa percepção do consumidor quanto a sua marca, ainda que haja perda de participação de mercado. O capital humano está combalido, mas ainda há bons cérebros dispostos a colocar a mão na massa. Uma fusão com uma empresa maior, que traga estrutura e capital, alinhe sinergias e devolva a empresa ao jogo empresarial pode ser uma saída. É melhor dividir participação de um todo que tem futuro do que ficar enraizado em histórias de um passado de sucesso que não volta mais.

Superando a decisão de venda, o empresário se depara com o desafio de aceitar que o valor do negócio não é aquele oferecido por investidores poucos anos atrás. Muitos empresas tiveram derretimento de faturamento, geração de caixa e margens de lucro, premissas que farão parte da construção da avaliação do negócio. Olhar para trás para fazer comparações, acreditando que o investidor está desvalorizando o negócio é perda de tempo.

Entender quanto vale o negócio de forma real e objetiva é a base para uma boa negociação. O tempo corre contra, premissa muitas vezes esquecida pelo empresário. Entregar o controle é outro grande desafio, principalmente se a empresa for familiar. Muitos destes empresários não precisam de dinheiro na pessoa física, mas o orgulho fala mais alto. Preferem que o negócio sucumba, frente a possibilidade de perderem a gestão para novos administradores ou investidores. Uma cadeira no conselho não basta. Ali não há holofote e protagonismo, O futuro da empresa, da família e dos funcionários, no entanto, passa por este tipo de decisão.

Editorial Nello Investimentos

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