Tigre compra fabricante americana de conexões Dura Plastic e cresce nos EUA

Aquisição consolida os Estados Unidos como o segundo polo de produção de conexões pelo grupo.

O grupo Tigre comprou a americana Dura Plastic Products, fabricante de conexões de PVC, e passa a figurar entre as cinco maiores do segmento nos Estados Unidos. Considerando a aquisição, a receita estimada para a Tigre se aproxima de R$ 5 bilhões neste ano. A Dura tem receita de US$ 50 milhões. O valor do negócio não foi divulgado.

A aquisição consolida os Estados Unidos como o segundo polo de produção de conexões pela Tigre, atrás do Brasil. “Queremos ser líderes nas Américas em condução e conservação de água”, disse ao Valor Otto von Sothen, presidente da Tigre.

Assim como a Tigre, a empresa adquirida produz conexões para os setores residencial, de irrigação e drenagem. “Teremos complementariedade muito boa de portfólio, pois quase não há sobreposição de produtos. Enquanto atuamos na Costa Leste dos Estados Unidos, a Dura está presente na Costa Oeste e no Meio-Oeste.”

A capacidade de produção de conexões da empresa adquirida é maior do que a da Tigre nos Estados Unidos. Em relação ao portfólio, a Dura fabrica 2.800 produtos, e a Tigre possui 3.000 itens. Cerca de 80% da produção da Dura se direciona para o mercado americano. O restante é distribuído entre Canadá e México.

A Tigre já tinha praticamente dobrado de tamanho, nos Estados Unidos, no primeiro trimestre. “A vacinação contra a covid-19 terminará neste semestre, foi aprovado um pacote de estímulo à economia, e há outro a caminho. O país terá três ou quatro anos de crescimento muito forte”, diz Sothen.

Sem considerar a aquisição, a receita projetada pelo grupo Tigre para este ano é de R$ 4,5 bilhões, o que representa crescimento de 11%. Para as operações no Brasil, equivalentes a cerca de 60% do total, a fabricante de tubos, conexões, ferramentas para pinturas, metais sanitários, torneiras plásticas, portas e janelas estima expansão de 12,5%. “No primeiro trimestre, crescemos bem mais. Daqui para frente, deve haver alguma desaceleração nesse ritmo”, conta.

Os investimentos previstos para 2021 ficam entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões, direcionados para ampliação de capacidade e melhora da produtividade e inovação.

No ano passado, a receita do grupo Tigre aumentou 15%, com alta de 18%, no Brasil, e de 14% nas operações internacionais. “No país, tivemos parada brusca em março, com retomada a partir da metade do ano”, diz o executivo, acrescentando que a Tigre passou a operar à plena capacidade. Em 2021, pode haver nova “montanha-russa”, segundo ele, se o fechamento das lojas de materiais prosseguir por mais tempo.

A rápida retomada da demanda por materiais de construção ocorrida em 2020 resultou em dificuldades de abastecimento de alguns produtos, no segundo semestre, como tubos e conexões. Para esse cenário, contribuíram também, ressalta Sothen, problemas operacionais de alguns fabricantes de matérias-primas. “Acredito que a cadeia [de PVC] vá se normalizar no segundo trimestre, afirma.

Os custos de produção de tubos e conexões vêm sendo pressionados pelos aumentos da resina e pela desvalorização do real. Sem informar percentuais, Sothen diz que a Tigre fez reajustes de preços dos produtos, em 2020, para repassar altas de custos e não para elevar margens. “Tivemos queda de margens”, afirma o executivo.

Segundo Sothen, a Tigre ganhou participação, em 2020, no mercado doméstico, em tubos e conexões, e de ferramentas para pinturas. O segmento predial responde por dois terços das vendas da Tigre, e o restante se divide entre infraestrutura e irrigação. Na avaliação de Sothen, a fatia desses dois segmentos tende a crescer.

Fonte: https://valor.globo.com/

09/04/2021

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