Sprint e T-Mobile desistem de acordo para fusão

As operadoras de telefonia móvel dos Estados Unidos T-Mobile e Sprint abandonaram as negociações para uma fusão. Em nota conjunta, as empresas informaram que não foi possível chegar a termos mutuamente aceitáveis.

O grupo japonês SoftBank, que detém a maior fatia na Sprint, e a Deutsche Telekom, dona da T-Mobile, conversavam sobre a união das operadoras. “Embora não tenhamos chegado a um acordo para combinar nossas empresas, certamente reconhecemos os benefícios de escala que seriam gerados por uma combinação potencial”, disse o presidente-executivo da Sprint, Marcelo Claure, em uma declaração conjunta com a T-Mobile. “No entanto, concordamos que é melhor avançar por conta própria.”

Ambos os lados fizeram esforços para salvar o acordo nos últimos dias, mas não conseguiram superar as diferenças sobre a forma como a empresa combinada seria controlada e sobre o valor da Sprint. A lógica por trás do acordo era a de criar um terceiro player forte no mercado de telefonia móvel dos Estados Unidos, que usaria a tecnologia de alta velocidade 5G para fornecer serviços de dados e vídeo robustos o suficiente para competir com empresas de cabo.

O fim das conversas significa que o CEO do SoftBank, Masayoshi Son, terá que encontrar um novo caminho para a problemática Sprint. Os investidores tinham comemorado a fusão entre a T-Mobile, terceira maior operadora de telefonia móvel dos EUA, com a Sprint – quarta maior –  como forma de reduzir custos e forjar um concorrente maior para enfrentar a AT&T e a Verizon.

Sem a fusão, a indústria pode retornar às intensas guerras de preços que pressionaram os lucros das quatro principais operadoras – para o deleite dos consumidores, que obtiveram grandes descontos nas tarifas de telefonia e pacotes de dados ilimitados.

A Sprint não teve um ano rentável em uma década, deixando uma pilha de créditos de perdas operacionais líquidas que poderiam beneficiar a T-Mobile. A Sprint também controla a maior retenção de licenças de 2,5 gigahertz nos EUA, uma “joia da coroa” que foi obscurecida dentro de um negócio perdedor de dinheiro.

A Deutsche Telekom negociava com o SoftBank um acordo que lhe daria o controle da empresa combinada. O SoftBank, por sua vez, estava disposto a aceitar uma troca de ações que avaliava a Sprint próximo do preço de mercado, sem prêmios, informaram fontes a par do assunto no mês passado.

Fonte: Valor

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