Softbank lança fundo de US$ 5 bi para AL

O boliviano Marcelo Claure, principal executivo operacional da Softbank, vai comandar um novo fundo voltado ao setor de tecnologia na América Latina, de US$ 5 bilhões, enquanto luta para fortalecer sua posição na companhia japonesa de tecnologia. 

A Softbank informou ontem que vai aplicar US$ 2 bilhões no novo fundo, a ser supervisionado por Claure, que é também presidente-executivo do conselho de administração da Sprint, empresa americana de telecomunicações. Outros US$ 3 bilhões serão levantados externamente. 

O fundo de Claure será gerenciado separadamente do Vision Fund, também da Softbank e que tem quase US$ 100 bilhões em ativos. Este fundo é gerenciado pelo ex-operador do Deutsche Bank Rajeev Misra. 

Misra começou a trabalhar no grupo japonês em 2014 e rapidamente se transformou em um de seus executivos mais influentes. 

A Softbank é administrada e controlada por Masayoshi Son, fundador e presidente do conselho de administração da companhia, que em grande medida decide sobre os investimentos. 

Mas Claure é um dos três vice-presidentes executivos, juntamente com Misra e o ex-banqueiro do Goldman Sachs Katsunori Sago, considerados potenciais sucessores de Son. 

O bilionário e empresário boliviano foi contratado por Son quando a Softbank comprou a Brighstar dos Estados Unidos, que ele fundou em 2013, sendo posteriormente convidado para liderar uma reformulação da Sprint, que a Softbank adquiriu naquele mesmo ano. 

Claure também está encarregado de supervisionar a venda da Sprint pela Softbank para a concorrente T-Mobile, um negócio que deverá passar por uma complexa análise regulatória. 

Na Softbank, Claure ficou encarregado de assegurar o cumprimento das metas financeiras do grande portfólio de investimentos da companhia. 

Ele também recebeu a incumbência de fortalecer a estratégia de comunicação da empresa, após um período em que Son ficou desanimado com vazamentos de informações. 

Em uma entrevista anterior ao “Financial Times”, Claure negou a hipótese de ser o sucessor do fundador da companhia. 

O fundo que está sendo montado para investir em startups na América Latina surge menos de três anos após a Softbank ter lançado seu Vision Fund, que é apoiado por US$ 60 bilhões em compromissos de investimentos dos governos da Arábia Saudita e Abu Dhabi. Desde então, Son declarou sua ambição de se aprofundar mais na gestão de fundos e de investimentos como uma das estratégias principais do grupo japonês. 

Entre as aplicações já feitas na América Latina, a Softbank investiu, em 2017, US$ 100 milhões na 99, startup brasileira de transporte [a Softbank já deixou de ser sócia da 99]. O Vision Fund também apoiou outra startup brasileira, a Loggi. “Há muitas inovações e rupturas ocorrendo na região e acredito que as oportunidades de negócios estão ainda melhores”, afirmou Claure, em comunicado. 

A Softbank também vem tentando levantar recursos para um segundo Vision Fund. No entanto, esses esforços vêm sendo prejudicados pela indignação generalizada que se seguiu ao assassinato do jornalista Jamal Kashoggi no consulado da Arábia Saudita em Istambul, em outubro do ano passado.

Fonte: Valor Econômico

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