Selfit, do Nordeste, negocia compra da rede de academias paulista Bluefit

A rede paulista de academias Bluefit, formada por 70 unidades entre próprias e franquias, foi colocada à venda pelos controladores. A Selfit, do Nordeste, analisa a documentação da concorrente, que também foi oferecida à líder do setor Smartfit, à Just Fit e a fundos de investimentos.

O fundador da Bluefit, Fernando Nero, afirmou que a rede busca compradores. A intenção, segundo ele, é vender toda a empresa, que deve faturar R$ 140 milhões este ano, o que representará uma alta de 60% ante 2018. “Sempre conversamos abertamente com a concorrência sobre esta possibilidade”, disse.

As lojas maduras da Bluefit, abertas há pelo menos 12 meses, devem registrar um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 19 milhões este ano, segundo projeção prevista em orçamento.

Segundo o Valor apurou, a estimativa para 2020 é de R$ 32 milhões. Fontes do mercado consideram que o ativo valeria entre 9 e 12 vezes o Ebitda projetado para o próximo ano, algo entre R$ 280 milhões e R$ 380 milhões. Mas a ambição dos fundadores seria conseguir um múltiplo de até 20 vezes, ou seja, R$ 640 milhões.

Com 192 mil alunos distribuídos por 44 unidades próprias e 26 franquias, a rede tem controle dividido em quatro blocos, sendo que os fundadores Fernando Nero e Roberto Rautenberg têm 28% e o Leste Capital, do ex-BTG Pactual Emmanuel Hermann, detém outra fatia de 28%.

O presidente da Selfit, Leonardo Pereira, afirmou que estuda a compra da rede rival. Ele é acionista da Selfit em conjunto com o fundador da empresa, Nelson Lins, e a gestora americana de fundos H.I.G. Capital, que concluiu em setembro aquisição da fabricante de vidros Nadir Figueiredo por R$ 836,3 milhões.

“A aquisição da Bluefit ajudaria na expansão pelo Sudeste, região em que temos 21 unidades”, disse Pereira. A Selfit tem 62 pontos espalhadas por 14 Estados e estima faturar R$ 200 milhões este ano, o dobro de 2018. A meta é encerrar dezembro com 80 lojas. O executivo afirmou que as conversas com a Bluefit ainda são preliminares e podem não resultar em acordo.

A rede paulista também foi oferecida à líder de mercado Smartfit, fundada e presidida por Edgard Corona. Questionado pela reportagem sobre um possível negócio, Corona foi categórico e afirmou que “não tem interesse no ativo”. Uma fonte disse que a sobreposição de unidades das duas redes seria de 70%. No fim do segundo trimestre, a Smartfit possuía 698 unidades e presença em dez países. A empresa integra o segmento Bovespa Mais, da B3.

A Smartfit é controlada pela família Corona e pela gestora Pátria Investimentos. No fim de setembro, os sócios fecharam um acordo para investir até R$ 664 milhões em capital na rede. O negócio incluiu ainda a entrada do fundo de pensão canadense CPPIB como acionista. Corona informou que os novos recursos serão utilizados para reforço do caixa e expansão.

A Just Fit, que tem o Grupo Stratus como sócio, também foi alvo de investida da Fortezza Partners, que tem o mandato para venda da Bluefit, segundo o Valor apurou.
Fonte: Valor Econômico.

 

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