Rede D’Or compra Hospital São Carlos

Rede D’Or compra Hospital São Carlos

Com aquisição de R$ 157 milhões, grupo vai disputar espaço com Hapvida e Unimed no Ceará.

A Rede D’Or fechou a aquisição de 75% do Hospital São Carlos, um dos mais conceituados de Fortaleza, por R$ 157 milhões. Com a transação, o maior grupo hospitalar do país entra numa praça com forte presença das operadoras Hapvida e Unimed-Fortaleza que possuem rede própria na capital do Ceará.

Diante da consolidação do mercado, os fundadores do Hospital São Carlos, os médicos Francisco Monteiro de Castro e José Wilson Meireles de Trindade, procuravam um comprador há algum tempo. “A vinda da Rede D’Or será muito importante para fortalecer o hospital com recursos tecnológicos, humanos e de pesquisa”, disse Meireles. Ele e Monteiro ficam com a fatia de 25% do ativo.

Atualmente, o hospital conta com 130 leitos e o objetivo da Rede D’Or é ampliar para 200 unidades de internação.

A receita anual do São Carlos é de R$ 170 milhões e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) é de cerca de R$ 20 milhões.

Essa é a terceira transação da Rede D’Or neste ano. Em fevereiro, o grupo comprou 80% do Hospital Esperança por R$ 800 milhões, localizado na Bahia, e em junho vendeu a operadora Paraná Clínicas para a SulAmérica por R$ 385 milhões. A operadora pertencia ao Hospital Santa Cruz, comprado ano passado por R$ 740 milhões.

“Essa aquisição [Hospital São Carlos] reafirma nosso compromisso de longo prazo com as comunidades onde atuamos e com uma medicina de alta performance”, afirmou Paulo Moll, presidente da Rede D’Or.

Atualmente, o grupo conta com aproximadamente 50 hospitais distribuídos no Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Bahia, Paraná, Maranhão, Sergipe, Pernambuco e Brasília. Juntos, esses hospitais possuem 7,5 mil leitos.

Além das aquisições, o grupo vem investindo fortemente em crescimento orgânico. A meta é investir R$ 8 bilhões em ampliação até 2023 – o projeto foi desenhado antes da crise atual e até o momento não há intenção de mudanças.

Nos três primeiros meses do ano, a receita líquida do grupo atingiu R$ 3,3 bilhões, alta de 10% sobre igual período de 2019.

Recentemente, a Rede D’Or contratou linhas de crédito que somam mais de R$ 1 bilhão. Foram feitas captações com o Banco da China (R$ 500 milhões), o Bank of America (R$ 400 milhões) e com o Itaú (R$ 250 milhões). No primeiro trimestre, o grupo hospitalar detinha um caixa de R$ 10 bilhões e um endividamento de curto prazo de R$ 784 milhões.

Além disso, a Rede D’Or vem diversificando seu negócio. Em 2019, tornou-se a maior acionista da Qualicorp, tem uma ampla rede de clínicas oncológicas, laboratórios de medicina diagnóstica e empresa de diálise.

Fonte: Valor Econômico 

07/08/2020

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