Primeiro fundo de maconha do Brasil estreia hoje e meta é captar R$ 100 milhões

O investimento mínimo é de R$ 5 mil, com taxa de administração de 1,5% ao ano e taxa de performance de 20% sobre o que exceder o desempenho do S&P 500 Total Return.

A indústria legal de canábis, popularmente conhecida como maconha, movimentou US$ 12 bilhões em todo o mundo no ano passado, segundo a Euromonitor. Com a legalização da planta em diversos países, seja para uso medicinal, cosmético ou recreativo, a previsão do mercado é que esse segmento movimente US$ 166 bilhões por ano até 2025.

Até ontem, os brasileiros que tinham interesse em apostar financeiramente no desenvolvimento desse mercado ficavam praticamente de fora dessa festa, já que não há empresas desse setor listadas na bolsa brasileira. Para acessar o mercado de canábis, o investidor tinha que abrir uma conta em uma corretora no exterior, o que acabava afugentando quem queria colocar apenas uma pequena parcela da carteira de investimentos no segmento.

A partir de hoje (29), uma opção chega às prateleiras de aplicações no Brasil, com o lançamento do fundo Vitreo Canabidiol FIA IE, o primeiro do país voltado para esse mercado, no mês em que a gestora de R$ 2,5 bilhões sob gestão completa um ano de atividade.

O fundo investirá no mercado financeiro dos EUA e do Canadá, com dois terços do portfólio de estreia em ETFs (Exchange Traded Funds, fundos negociados em bolsa) e um terço em ações de cinco a seis companhias.

George Wachsmann, sócio e chefe de gestão da Vitreo, explica que a estratégia de deixar a maior parte da carteira exposta a ETFs é a de apostar como um todo nesse mercado que, segundo ele, está no começo de um potencial ciclo de crescimento grande. “No ETF, você está mais diversificado, é mais uma aposta em um tema grande do que em uma empresa. Já as ações são escolhidas com base nas teses de investimento que nos chamam mais atenção”, explica.

Segundo a Vitreo, existem hoje mais de 100 companhias do setor com ações listadas em bolsa, sem contar as especulações sobre novas ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês). A maioria desses papéis são negociados no mercado de balcão, mas alguns circulam nas bolsas de valores.

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