O que fazer quando os filhos não têm perfil para herdar a empresa da família?

Misturar os negócios com laços familiares é uma atitude comum, porém, pode ser complicada para empreendedores que notam que os filhos não têm perfil para herdar a empresa da família. É muito importante que os filhos tenham a oportunidade de escolher o caminho profissional a ser trilhado. Um ponto interessante a ser levantado é o funcionamento da geração Y, que tem como principal característica o questionamento da hierarquia e autoridade. Estimulando, então, a pensar como esta geração pode contribuir na condução e perpetuação do negócio familiar.

Se os filhos realmente optarem por não dar continuidade a empresa da família, seja por que seguiram em profissões muito diferentes ou porque querem empreender com as próprias mãos começando do zero, não se frustre. Existem outras alternativas para dar continuidade a empresa e mantê-la saudável ao longo do tempo e depois que você se aposentar.

  • Criação de um conselho de administração: independente do porte da empresa, é importante que haja um grupo formado por membros da família, funcionários da empresa e, seja coordenado pelo fundador. O objetivo do conselho é o de monitorar o desempenho e os resultados do negócio, com reuniões para definir estratégias de mercado. O interessante na formação do grupo é que durante as atividades, seja debatido o futuro da empresa e, alguém se mostre interessado em tocar a empresa quando o fundador optar pela aposentadoria. Para montar o conselho de administração é importante entender a gestão de risco nas empresas.

 

  • Consenso interno: é importante que o sucessor, seja ele parente ou não, seja aceito pelos funcionários que já estão inseridos na empresa para que o negócio siga conforme o fundador planejou. Quando for decidido o sucessor é necessário que o herdeiro se interesse pelo negócio. Para isso, é relevante que o gerenciamento da profissionalização seja feita de maneira cautelosa, com tempo para conhecer e imergir em todas as áreas da empresa, criando então, uma relação com os funcionários e suas atividades.

 

  • Momento decisivo: se não houver nenhuma outra pessoa disponível para desempenhar o cargo de gestão e o fundador realmente não quiser investir em um profissional de mercado para assumir a responsabilidade, a saída é pensar em ponto mais delicado, mas que se torna estratégico para a empresa como um todo: a venda da empresa.

 

  • Venda da empresa: cogitar em vender a empresa pode ser um fator muito complicado para diversos empresários, já que estes se dedicaram fortemente em sua construção. Porém, a venda do negócio pode ser  a solução para manter o patrimônio e, quem sabe aplicar os recursos em outro negócio. E, isso não é só para caso os filhos não tenham perfil para herdar a empresa da família, confira outros sinais que podem ajudar na decisão.

 

Além dos pontos levantados acima, é relevante que essas decisões sejam tomadas enquanto o atual administrador esteja em boas condições de saúde e trabalho, pois custa determinado tempo e é necessário um bom planejamento acerca da continuidade da gestão.

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