O Ativismo na Bolsa e os Search Funds

Dois movimentos no mercado financeiro sem grande relação direta acabam defendendo ideias e estratégias semelhantes. Centralizar as forças em negócios específicos, abrindo mão da diversificação incontrolável, como geralmente ocorre com grandes grupos que, na busca incansável por sinergia, acabam perdendo o controle e gerando prejuízos monstruosos.

Investidores ativistas e os profissionais à frente dos search funds coadunam desses valores. Os investidores ativistas compram posições significativas, via mercado de ações, em grandes companhias, com objetivo de atuar como agentes de transformação, impondo, dentro das regras do jogo, suas ideias e convicções.

Um dos objetivos destes investidores, que em muitos casos visam retornos à curto prazo, é separar as empresas em negócios menores, mais dinâmicos, focados e naturalmente rentáveis. O Search Fund, dentro da categoria de private equity, busca aplicar os recursos de seus investidores em apenas uma empresa, cuidadosamente escolhida e estudada, com possibilidade de crescimento, através de uma gestão hands on.

Procuram empresas com receita recorrente e sem relação direta com governos ou entes públicos. Ambos acabam defendendo a tese de atuação em nichos e desenvolvimento de mercados e produtos específicos. O Search Fund, diferentemente do ativismo na bolsa, está disposto a trabalhar com uma visão de mais longo prazo, mas ambos querem ganhar dinheiro e rentabilizar seus negócios.

Certo é que eles não estão dispostos a viver no modelo perde-ganha: distribuir um volume de recursos em diversas empresas e unidades de negócio, esperando que algumas deem certo e outras naturalmente deem prejuízos. Enxugamento, direcionamento e aprofundamento em mercados específicos é o mantra desses dois movimentos, na busca por maior rentabilidade e menor exposição a riscos.

Editorial Nello Investimentos

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