Mercado Livre começa a emprestar recursos para lojistas

O Mercado Livre, empresa de serviços para o comércio eletrônico, começa a oferecer linhas de financiamento para micro, pequenas e médias empresas no país, por meio de uma operação chamada “Mercado Crédito”. O projeto, anunciado ontem, e até então em teste, envolve a abertura de linhas para empresas que já vendem mercadorias pelo site. Há previsão de expansão do serviço para pessoas físicas, mas não há prazo para isso.

É um passo numa tentativa de avançar sobre o mercado de serviços financeiros com operação 100% digital – Nubank e banco Original se expandem nessa área. Além disso, é uma forma de ampliar a parceria com lojistas que têm limitado acesso a capital e que vendem pelo shopping virtual (“marketplace”), área em que o grupo atua. Esse mercado tem sofrido uma piora no ambiente concorrencial há pelo menos dois anos, mas empresas dessa área no Brasil ainda não oferecem linhas de empréstimo para lojistas.

As taxas de juros mensais devem variar de 2,25% a 5,5% ao mês para pagamento em até 12 meses – em bancos de varejo, a taxa mínima para antecipação de crédito a lojistas em dezembro estava entre 1,1% e 1,5% ao mês. Para capital de giro, era de 2,5% em média. No projeto piloto do Mercado Livre no país, iniciado há seis meses, foram oferecidas 18 mil linhas de crédito com R$ 250 milhões liberados.

Os valores emprestados devem variar de R$ 5 mil a R$ 350 mil. Os recursos oferecidos são do caixa da empresa, mas parcerias estão sendo fechadas com o banco Topázio e a financeira BMP MoneyPlus na liberação de capital. Ainda há um plano de levantar dinheiro por meio de um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC).

O serviço de crédito já é oferecido no México e na Argentina desde 2017. Nesses países, a maioria dos recursos liberados é usada na compra de estoques, diz o grupo, apesar de a empresa reconhecer que não tem controle no uso dos recursos captados pelas lojas.

O Mercado Livre ainda atua por meio do Mercado Pago, sistema que permite receber e fazer pagamentos on-line. Sobre esse braço de operação não há previsão de cindir o negócio, diz a empresa. O UOL abriu o capital de seu PagSeguro na semana passada.

Fonte: Valor

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