Mais dinheiro para aquisições

Fundos e gestoras captam cada vez mais recursos em cenários de alta liquidez e não conseguem investir na compra de empresas com a velocidade e qualidade que o mercado sempre exige. Há casos extremos nos quais os fundos tradicionais estão recusando recursos de investidores.

A Partners Group, por outro lado, esperava levantar 2 bilhões de euros para o seu novo fundo, mas atingiu o valor de 6 bilhões de euros em captações. Esse movimento ocorre em razão dos juros baixos oferecidos em outras estruturas de investimento. Segundo a Thompson Reuters, o volume de aquisições em 2017 subiu 27%, e acredita-se que essa realidade tende a se fortalecer em 2018, com base em US$ 1,1 trilhão em recursos prometidos por investidores no ano passado.

Grandes transações marcam esse momento da indústria de M&A, como a aquisição por US$ 18 bilhões da divisão de chips de memória da Toshiba, na Ásia, para um consórcio liderado pela Bain Capital. Não é um caso isolado; Há situações, ainda, nas quais os os preços pagos atingem múltiplos de lucro bem maiores do que há dez anos. É cedo para dizer que temos uma bolha no setor de fusões e aquisições de empresas, mas o temor existe, exigindo cada vez mais cuidado, profundidade e estratégia nas negociações.

Editorial Nello Investimentos

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