Loggi recebe aporte de US$ 150 milhões

A Loggi, aplicativo brasileiro de entregas por motoboys voltado ao público corporativo, acaba de receber uma nova rodada de investimentos de US$ 150 milhões. Com esse aporte, a empresa informou ter atingido um valor de mercado de US$ 1 bilhão, se tornando, assim, o nono “unicórnio” brasileiro – junto com PagSeguro, Stone, Nubank,  Ascenty, Arco Educação, Gympass, 99 e iFood.

Participaram como investidores SoftBank, Microsoft, GGV, Fifth Wall e Velt Partners. Os recursos serão aplicados principalmente na área de pesquisa e desenvolvimento. O plano é montar uma equipe com mais de mil desenvolvedores de tecnologia.

Na primeira rodada de investimentos, em 2013, a Loggi captou R$ 2,5 milhões com Iporanga Investimentos e Angels. Um ano depois, obteve mais R$ 10 milhões com Monashees e Qualcomm Ventures. Em 2015, foram R$ 50 milhões com Dragoneer e Kaszek. Em fevereiro de 2017, a empresa captou mais R$ 50 milhões com Microsoft e IFC.

Em março do ano passado, em uma quinta rodada de investimentos, a Loggi conseguiu R$ 400 milhões do grupo japonês de tecnologia SoftBank. O conglomerado, que montou um fundo de US$ 5 bilhões para investir em startups na América Latina, fez em abril um aporte de US$ 1 bilhão na colombiana Rappi, aplicativo de entregas que busca se tornar um agregador de funções de diversos aplicativos, ou um “superapp”.

Em entrevista ao Valor em maio, o fundador e presidente da Rappi, Sebastian Mejía, descartou a possibilidade de uma integração entre as duas companhias que integram o portfólio da SoftBank. ” O plano é de crescimento orgânico”, disse.

Fundada em 2013 por Arthur Debert e Fabien Mendez, a Loggi atingiu o equilíbrio financeiro em agosto de 2018. A Loggi, que atende empresas como Dafiti, B2W, Mercado Livre e Amazon, fez 36 milhões de entregas em 2018, disse Grégoire Balasko, diretor financeiro da companhia, ao Valor, em março. Segundo ele, em cinco anos, a meta é entregar 1,8 bilhão de encomendas anualmente.

A startup tem dois centros de distribuição em São Paulo, o segundo inaugurado em outubro de 2018. Balasko afirmou naquela ocasião que planejava abrir um terceiro em São Paulo, sem data definida. Ontem, a empresa informou que parte do novo aporte será destinado para instalação de centros de expedições urbanos no país e aumento da malha logística, incluindo transporte aéreo.

“Este é um marco financeiro que confirma que a Loggi está no caminho certo para alcançar sua missão de conectar o Brasil, reinventando a logística com uso de tecnologia”, disse Fabien Mendez, em comunicado divulgado ontem.

O setor de logística e distribuição tem atraído muita atenção de investidores por conta das ineficiências existentes no Brasil e na América Latina. Segundo a Associação Latino-Americana de Private Equity & Venture Capital (LAVCA), foram aportados US$ 898,3 bilhões em 44 operações ao longo de 2018. Em 2017, apenas dois aportes que somaram  US$ 20,6 milhões haviam sido concretizados. Os investimentos em venture capital somaram US$ 1,98 bilhão ano passado, segundo a LAVCA, um avanço de quase 74% em relação a 2017. O Brasil ficou com dois terços desse total.

Fonte: Valor Econômico

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