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Indústria Wetzel, de Joinville, volta a ter lucro e projeta expansão

A Wetzel obteve lucro líquido de R$ 6,3 milhões no ano passado, contra prejuízo de R$ 21,1 milhões apurados no ano anterior. A receita operacional líquida ficou estável de um ano para outro, com R$ 121,6 milhões em ambos os casos. Quando visto pelo ângulo da produção, houve queda de 4,6% no volume, saindo de 8.058 toneladas em 2016 para 7.759 toneladas no ano seguinte. O lucro de 2017 foi possível porque a empresa aderiu ao Programa Especial de Recuperação Tributária (Pert).

A homologação da aprovação do plano de recuperação judicial trouxe mais segurança aos clientes e fornecedores. Então, as unidades automotivas — alumínio e ferro — já ganharam vários projetos para este ano e outros para 2019. A unidade de eletrotécnica projeta crescer 40% neste ano. A expectativa favorável decorre de alguns fatores: recuperação econômica do país, com melhora especial no agronegócio e na construção civil, e o movimento crescente de substituição da iluminação convencional pela de LED, além de lançamento de novas linhas sugerir expansão na receita líquida de 44% em relação a 2017.

Normalidade

Neste contexto, o administrador judicial Agenor Daufenbach Junior aponta: a Wetzel está se recuperando bem, após a aprovação de plano de recuperação judicial votado no ano passado pelos credores. Ele constata e analisa:

— Trabalhadores pagos, faturamento em alta e recente contratação de mais de cem funcionários, chegando a mil em breve. Há carteira de pedidos cheia todos os meses, com 100% de aproveitamento da força de produção. E tão importante quanto: 99% dos credores trabalhistas foram pagos.

Capacitação

O programa de capacitação Startup SC selecionou 30 empresas do Estado com potencial para crescer. Do conjunto, oito são de Joinville.

Segundo semestre

A Unimed Joinville prevê para o segundo semestre deste ano o início das operações do centro oncológico, com quimioterapia e radioterapia. Em 2017, investiu R$ 41,3 milhões nas obras do prédio que abrigará o centro oncológico, em área de 23.908 m².

O Paraguai chama

A Altenburg, de Blumenau, inaugurou unidade fabril no Paraguai neste mês e é mais uma empresa catarinense a optar por crescer no país vizinho, aproveitando as vantagens fiscais, de legislação trabalhista e jurídica e de disponibilidade de mão de obra que lá são oferecidas. Itacordas, de Itajaí; Cativa, de Pomerode; Lunender, de Guaramirim; Buddemeyer, de São Bento do Sul; e Bela Janela, de Blumenau, são alguns exemplos de companhias instaladas em condomínios empresariais na região de Cidade de Leste, próximo a Assunção. A Schlösser, de Brusque, recém-saída de processo de recuperação judicial, avalia se vai ou não montar fábrica lá também. Quem conta é Walter Ros de Souza, presidente do corpo consular de Santa Catarina e especialista no mercado paraguaio. Afirma que mais de cem empresas brasileiras já têm empreendimentos no Paraguai.

— O Paraguai é, hoje, o Brasil dos anos 50 do século passado: saindo da economia marcadamente agrícola para o início de sua industrialização.

Ros enumera as vantagens:

1. Mão de obra em grande quantidade com menos de 35 anos de idade.

2. O absenteísmo ao trabalho é baixíssimo.

3. As férias são de 12 dias úteis no primeiro ano de trabalho.

4. O IVA (correspondente ao nosso ICMS) é de 10% e inexiste cascata tributária.

5. Os encargos sobre os salários são de 40%, incluindo férias e 13º salário.

6. No Paraguai não há a necessidade de recolher para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

7. Também inexistem sindicatos de trabalhadores constituídos como os conhecemos no Brasil.

8. O salário lá é de aproximadamente R$ 1.300.

9. Na questão fiscal, a produção feita com 40% de itens nos países da intrazona do Mercosul recebe benefícios.

10. Há muita segurança jurídica, tanto para os negócios, quanto para a vida pessoal.

11. Estão em construção grandiosos shoppings, condomínios empresariais e condomínios residenciais com campos de golfe, numa demonstração de formação de riqueza.

12. Na área política, o mandato do presidente é de cinco anos, sem direito a reeleição.

Mas alerta: a Lei Maquila só estará em vigor até 2022.

Três datas

A Amcham Joinville realiza, em abril, três encontros com associados. No dia 18, Luiz Fernando de Azeredo Costa fala do equilíbrio necessário aos líderes; no dia 24, a pauta será sobre cenários para 2018, com seus riscos e oportunidades; e, dois dias depois, as tendências do marketing para 2018 serão tema de Ney Queiroz Azevedo.

Incentivos

Há projeto de lei na Câmara de Vereadores de Joinville que trata da concessão de incentivos fiscais para apoio à realização de projetos esportivos. Audiência pública para debater o tema está marcada para o dia 16 de abril.

Finanças pessoais

A International Finance Corporation (IFC), membro do Banco Mundial, e o Itaú/Unibanco lançaram nesta quarta-feira um curso digital de educação financeira para empreendedoras intitulado “Plano de crescimento: como transformar negócios em sucesso”. Exclusivo para mulheres.

Mais material de construção

Os brasileiros devem gastar R$ 162,5 bilhões em produtos de material de construção neste ano, um crescimento de 5% na comparação com 2017. É o que mostra o Pyxis Consumo Material de Construção, ferramenta de dimensionamento desse mercado do Ibope Inteligência. A classe B será a maior consumidora, com potencial de gasto estimado de R$ 67,8 bilhões, o que representa 42% do total. Também é a classe com maior crescimento no consumo com relação ao ano passado: 6% ao ano.

Nos portos

Palestra
(Foto: Divulgação)

Recentemente, o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Francisval Mendes, e a assessora técnica Jacqueline Wendpap percorreram os portos catarinenses. Em Itajaí, conheceram o projeto que contempla as obras da bacia de evolução. A obra deve ficar pronta neste semestre.

Financiamento

O Cartão BNDES passará a financiar serviços de desenvolvimento de software sob encomenda e também contempla o desenvolvimento de websites corporativos e de lojas virtuais. O cartão já permitia a compra de softwares prontos, desenvolvidos no Brasil por profissionais residentes no País. As empresas poderão usar o cartão para encomendar diversos sistemas e aplicativos, contemplando desde aplicações industriais, internet das coisas (IoT), machine-to-machine (M2M) e soluções similares, até softwares para plataformas móveis.

Isenção

O governo do Estado editou decreto prorrogando, até 31 de março de 2019, a redução do ICMS para suínos vivos, erva-mate, alho e madeira serrada.

Fonte: NSC Total

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