Histórias Curiosas: Printi – o sucesso que começou aqui

Em destaque nas “Histórias Curiosas”, a empresa Printi, uma gráfica on-line fundada pelo húngaro Mate Pencz e pelo alemão Florian Hagenbuch. Os dois sócios estrangeiros, ambos de 31 anos, chegaram ao Brasil em 2012 para abrir a empresa, na contramão de um setor – o gráfico – que praticamente teve de se reinventar.

Mesmo em um mercado digital, os sócios apostaram que as pessoas continuariam imprimindo embalagens, cartões, canecas e papéis. Assim a empresa faturou mais de 100 milhões em 2017 e planeja faturar o dobro neste ano. O interessante é que o negócio começou como uma startup digital que ligava clientes a gráficas já existentes no mercado, cujo foco era em pequenas e médias empresas que não tinham volume suficiente para firmar contratos com grandes gráficas.

Pencz estudou economia pela universidade de Harvard e Florian, formando-se pela escola de negócios Wharton. Os sócios se conheceram na Inglaterra e decidiram empreender no Brasil, pois o país estava em alta e eles queriam fazer parte dessa onda, segundo Pencz. O país afundou, mas o negócio da dupla segue crescendo.

O diferencial da Printi está na tecnologia! Todas as 50 máquinas de impressão estão conectadas à internet. No site da empresa, o cliente customiza o próprio pedido, que é enviado direto à impressora, sem intermediação humana automação que permitiu a Printi baixar os custos unitários. Cartões de visitas de várias empresas podem, por exemplo, ser impressos ao mesmo tempo, na mesma folha de papel, com divisão dos custos entre os vários clientes. Por outro lado, uma empresa pode pedir apenas uma caneca personalizada, que ela será impressa junto com as de outros clientes. São mais de mil itens disponíveis no site da companhia, cujas variações levam a mais de 30 mil possibilidades de camisetas a placas de sinalização.

O segmento que mais cresce é o de rótulos e adesivos, cuja demanda vem de cervejarias artesanais e serviços de delivery. Hoje a empresa tem 500 mil clientes cadastrados no Brasil, além de milhares nos Estados Unidos. Em 2014, a Printi recebeu aporte da Vistaprint, uma das maiores gráficas on-line dos Estados Unidos e da Europa. A investidora já injetou mais de 100 milhões de reais na Printi e hoje detém 49% do capital. No ano passado, a empresa comprou a Aquarelaprint, gráfica que trouxe clientes de grande porte, além de possuir uma parque gráfico que era o dobro do da Printi.

A empresa começou a investir em lojas físicas – há uma na Av. Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo – e espera chegar em 100 unidades nos próximos anos. Com isso, os produtos ficam expostos na loja e há designers à disposição para desenhar a arte. Os sócios não pararam por aí e investiram em uma gráfica na Malásia, apostando no crescimento do setor no mercado asiático. Eles mantém escritórios nos EUA,  Romênia e na Índia.

Editorial Nello Investimentos

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