Fusoes e aquisicoes batem recorde, diz PwC

Fusões e aquisições batem recorde, diz PwC

O ano começou agitado no mercado de fusões e aquisições brasileiro, com o volume de operações em janeiro sendo o maior já registrado para o mês, uma sinalização de que 2020 será um ano marcante para este tipo de operação.

Segundo levantamento feito pela consultoria e auditoria PwC Brasil obtido pelo Valor, foram anunciadas 89 transações no período, acima das 53 apuradas em janeiro de 2019, sendo o maior número da série histórica, iniciada em 1992.

Os dados demonstram que a recuperação da economia, ainda que gradual, ajuda a fortalecer o crescimento da quantidade de fusões e aquisições, segundo Leonardo Dell’Oso, sócio da PwC Brasil. “Vimos um crescimento expressivo de 2018 para 2019 na quantidade de fusões e aquisições e a expectativa é de que a gente bata recorde em 2020, passando de 1 mil transações, o que seria bastante emblemático”, disse ele ao Valor.

De acordo com Dell’Oso, a estabilização da economia e as medidas do governo federal e do Congresso para melhorar a segurança jurídica do país estão colaborando para que os investidores olhem para o mercado e busquem oportunidades de negócios, especialmente os brasileiros, que conhecem as peculiaridades e as dificuldades do mercado local.

Em janeiro, houve um crescimento de 94% no número de negócios feitos por investidores nacionais, com 64 transações, correspondendo a 76% do total das aquisições e compras minoritárias anunciadas – um recorde para o mês.

O número de operações conduzidas por estrangeiros também aumentou, em 25%, para 20 transações. Dell’Oso disse que há grande interesse do público externo por ativos locais, informando que sua equipe tem recebido muita encomenda de trabalhos de diligência por parte dos estrangeiros. Mas afirmou que ainda há um certo grau de cautela nas intenções de compra.

“O estrangeiro é mais reticente. O Brasil já passou por várias ondas e crises, o que o deixa receoso. Eles preferem investir depois que as reformas forem aprovadas”, disse.

Fonte: Valor Econômico

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