Fusões e aquisições acima de R$ 1 bi batem recorde no 1º semestre

O número de operações de fusões e aquisições (M&A) anunciadas, envolvendo empresas brasileiras, caiu de 58 para 55 no primeiro semestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Mas o volume aumentou de R$ 90,6 bilhões para R$ 108,6 bilhões, segundo a Anbima. O maior volume veio de transações entre R$ 1 bilhão e R$ 5 bilhões, com 31% das transações. Outros 7,3% foram de transações acima dessa faixa – o que consolidou o período como recorde em transações acima de R$ 1 bilhão, conforme a série da Anbima.

Entre as maiores operações, estão a compra da TAG por um consórcio liderado pela Engie; a aquisição da Avon pela Natura; a compra de um campo de petróleo da Petrobras pela Petronas; e a compra do Grupo São Francisco pela Hapvida.

No ranking da Anbima, o BTG Pactual lidera em número de operações assessoradas no semestre e a BR Partners lidera em volume.

O volume total atingiu R$ 108,6 bilhões no primeiro semestre deste ano. Desse total, 57,3% foram operações de empresas estrangeiras comprando brasileiras, o maior porcentual desde pelo menos 2014.

Essa participação foi impulsionada pela venda da TAG, da Petrobras para um consórcio liderado pela francesa Engie e o fundo canadense CDPQ, com valor de R$ 34,158 bilhões. Do total de operações no período, 84,6% foram pagas em dinheiro, 10,3% com ações e 5,1% com assunção de dívidas.

O coordenador do grupo de trabalho de fusões e aquisições da Anbima, Dimas Megna, afirmou que o interesse dos estrangeiros pelo Brasil tem sido contínuo, mas que incertezas e volatilidade nos últimos anos impediam uma tomada de decisão.

Em número de operações quem liderou foi o setor de energia elétrica, com oito operações. Segundo Megna, o mercado de fusões e aquisições pode continuar crescendo nos próximos semestres, em meio ao amplo programa de desinvestimentos do governo.
Fonte: Valor Econômico

 

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