Francesa Vinci avalia aquisições de provedoras de tecnologia no Brasil

A Vinci Energies, braço do grupo construtor francês Vinci, estuda a aquisição de empresas no Brasil para acelerar seu crescimento no país. O objetivo da companhia, que atua no desenvolvimento de serviços integrados e manutenção para indústrias e em atividades de infraestrutura de energia, planeja adquirir empresas ou startups principalmente as ligadas à área de tecnologia da informação (TI).

“Estamos em um momento interessante de olhar outros mercados e de acelerar nosso desenvolvimento, não só pelo crescimento interno, mas olhar empresas. Estamos de olho em várias áreas, em vários mercados, para continuar nosso crescimento no Brasil”, afirmou o diretor-geral da Vinci Energies no Brasil, Dominique Ferreira, ao Valor. “De forma geral, a área de negócios que está à nossa frente é a digitalização e a transição energética”, completou o executivo.

No centro da estratégia da companhia está aperfeiçoar seus serviços na linha da transformação digital para possibilitar redução de custos e aumento de produtividade para clientes.

A previsão da companhia é aumentar em 15% a receita no Brasil em 2019, na comparação com o ano passado. Entre 2018 e 2016, a receita da empresa no país cresceu 20%. “Estamos saindo dessa época com um crescimento de 20%, apesar da crise. Vamos continuar com crescimento em 2019. E acredito que, se a retomada do país acontecer, será um crescimento sustentável”, disse Ferreira.

No ano passado, a receita da Vinci Energies no Brasil alcançou R$ 500 milhões. Em âmbito global, a companhia obteve receita de € 12,6 bilhões, com crescimento de 17% ante o ano anterior. A empresa respondeu por 29% da receita global do grupo Vinci em 2018, de € 43,5 bilhões.

Ferreira enxerga de forma positiva o mercado brasileiro este ano e o objetivo do governo Bolsonaro de realizar as reformas necessárias e garantir estabilidade para os investidores. “O Brasil passou por uma temporada difícil. Me parece que há um movimento bom, um governo que está tentando fortalecer o mercado”, afirmou o executivo. “Precisamos de um país que dê segurança aos investidores. O que precisamos é de um país com certa estabilidade”, completou.

A Vinci Energies chegou ao Brasil em 2010, com a aquisição da Cegelec, especializada em manutenção e reparação industrial, predial e de infraestrutura. Cinco anos depois, adquiriu a Orteng Engenharia e Sistemas. Com cerca de 2.400 funcionários no Brasil, a empresa atua por meio das marcas Actemium e Omexon. A primeira é voltada para consultoria, engenharia, comissionamento e manutenção para diversos setores industriais, como óleo e gás, mineração, mobilidade urbana. A outra atua na área de infraestrutura de energia, como engenharia e construção.

Na linha estratégica de avançar na área da indústria 4.0, a Vinci Energies realizou na última semana um workshop em sua base em Contagem (MG) para discutir sobre necessidades e tendências das áreas de energia e infraestrutura no país. O evento contou com a presença da diretora global de Desenvolvimento de Negócios e Inovação da Vinci Energies, Lydia Babici-Victor, que aproveitou a agenda para se reunir com clientes.

“O Brasil tem várias startups interessantes e pessoas interessantes. Estes são fatores chave para o sucesso em inovação”, disse Lydia. Segundo ela, as startups brasileiras que atraem a atenção da empresa estão principalmente nas áreas de digitalização, de tratamento de dados, de inteligência artificial, entre outros. “Você pode aplicar isso em petróleo e gás natural, no setor elétrico, em cidades inteligentes e em todas as indústrias em que atuamos”, completou a executiva.

Fonte: Valor Econômico

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