Engie fecha venda de energia para Claro

A Engie Brasil Energia (EBE, ex-Tractebel Energia) assinou contrato de fornecimento de energia de longo prazo com o grupo Claro, representado pelas marcas Claro, Embratel e Net. O contrato, o primeiro de longo prazo no mercado livre firmado por uma empresa de telecomunicações e o primeiro do tipo integralmente digital, viabilizará a construção da segunda etapa de um complexo eólico da geradora, controlada pelo grupo francês Engie, na Bahia, com investimento estimado de cerca de R$ 1,7 bilhão.

“Este acerto com a Claro é um dos contratos que vão dar lastro para que nós tenhamos conforto de que vamos conseguir vender a energia [do complexo] no mercado livre e dar continuidade da nossa atividade cada vez mais próxima do cliente”, afirmou o diretor-presidente da EBE, Eduardo Sattamini.

De acordo com a companhia, mais de 60 contratos com clientes no mercado livre viabilizam economicamente a construção da segunda etapa do complexo de Campo Largo. O empreendimento terá 360 megawatts (MW) de capacidade instalada e está previsto para iniciar a operação em 2021.

Segundo Sattamini, a ideia é aproveitar a logística e a estrutura que estavam sendo utilizadas na implantação da primeira etapa de Campo Largo, de 326,1 MW, que estará em operação plena até o fim deste ano. O complexo está localizado entre os municípios baianos de Umburanas e Sento Sé, a 420 km de Salvador.

O executivo explicou que a EBE está analisando alternativas de financiamento para o novo empreendimento, considerando, em um primeiro momento, o BNDES. “Normalmente temos optado por fazer [o projeto] com financiamento do BNDES. […] Mas como a TLP [Taxa de Longo Prazo] tem proximidade com taxas de mercado, no momento adequado, vamos tomar a decisão”, disse ele. Em paralelo, a empresa está negociando a contratação do fornecedor das turbinas eólicas e das obras civis.

Pelo lado da Claro, o contrato de longo prazo é importante para garantir previsibilidade à empresa com relação aos custos com energia elétrica, um dos principais insumo da companhia. “Estamos nos posicionando de forma a poder manter um cenário que seja mais gerenciável por nós mesmos”, explicou o diretor de Suporte Financeiro ao Negócio da Claro Brasil, João Pedro Neves. Segundo ele, a companhia possui um departamento específico para a área de energia.

O contrato com a EBE também faz parte do programa “A Energia da Claro”, lançado oficialmente no ano passado e que prevê o uso de energia limpa, por meio de geração distribuída e a adoção de ações de proteção ao meio ambiente em todas as operações e instalações do grupo no Brasil. O programa representa uma redução de mais de 100 mil toneladas métricas de CO2 ao ano, o equivalente à retirada de quase 420 mil carros de circulação.

Outro ponto importante, destacou Neves, foi a assinatura 100% digital do contrato, sem a utilização de uma única folha de papel. Todo o processo foi feito por meio da internet com o uso de cadastro biométrico de digitais e senha eletrônica.

A negociação entre as companhias se deu após a EBE ter feito a melhor proposta entre as participantes em concorrência aberta em setembro pela empresa de telecomunicações.

Segundo Sattamini, com a implantação da segunda fase do complexo de Campo Largo, a capacidade instalada de energia eólica da EBE ultrapassará a marca de 1 gigawatt (GW).

Fonte: Valor Econômico

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