Empresa gaúcha que concorre com Uber nasceu de investimento de R$ 15 mil

Uma empresa que nasceu com investimento de R$ 15 mil quer pelear com o poderoso Uber. Aplicativo para transporte individual nativo do Rio Grande, o Garupa iniciou sua operação em Santa Maria e desembarcou em Porto Alegre, de fato, na metade de maio, mas a greve dos caminhoneiros adiou o lançamento oficial de seu app para esta quinta-feira (7). Pensado para cidades de pequeno e médio portes, o serviço vai enfrentar seu primeiro grande teste. Na Capital, onde já tem 10 mil usuários e mil motoristas cadastrados. O idealizador e CEO da empresa, João Trindade, relata que, ao pensar em entrar nessa corrida maluca contra gigantes internacionais, teve que enfrentar muitas barreiras:

– Eu sou menino lá do Alegrete que, em um ano e meio, começou a construir uma ferramenta que só envolvia estrangeiros. O Garupa, no modelo de carro particular, é o único aplicativo 100% feito no Brasil.

Depois dos primeiros R$ 15 mil que usou para pegar carona nas mudanças no transporte, Trindade relata que passou a acrescentar R$ 10 mil ao mês para não ficar sem combustível no caminho. Como um Asterix gaúcho, o empresário já conquistou a primeira vitória na aldeia: dizer ser líder em número de viagens em Santa Maria, ultrapassando o Uber. Conforme Trindade, o dinheiro não foi o principal motor para fazer o negócio andar. E responde assim quando perguntado de onde vem a mala de recursos para fazer o Garupa andar:

– Não precisou de todo esse dinheiro que o pessoal imagina. Há rios de investimento? Não. Podem ser rios de coragem, determinação, trabalho, mas não de dinheiro – diz.

Trindade relata que apostou no negócio antes mesmo de ter garantias jurídicas, já que a lei sobre APPs de transporte privado só entrou em vigor neste ano no país. O inusual nome, em um universo que prefere termos em inglês ou abstrações, foi escolhido pelo próprio empresário por representar os conceitos com os quais queria se identificar: segurança e bem-estar.

– O nome é baseado naquele sentido de confiança e amor que o filho tem por estar na garupa do pai. Além do sentido de segurança da mala de garupa.

Segundo Trindade, o Garupa valeria hoje cerca de R$ 5 milhões, que ele segue dirigindo sem copilotos – não ter sócio foi uma escolha de primeira hora. Explica que preferiu assim por ter visto a oportunidade de explorar um negócio que tem muito a crescer, pois ainda “não chegou a 50% do potencial de mercado”.

– Eu disse assim: ‘vou ter um negócio desses (transporte de passageiros baseado em aplicativo)’. Tem de pegar esse negócio que idealizou e correr atrás. A pior coisa de quando tu tem uma ideia é querer dividir com outro, porque ele não tem a mesma paixão por aquele negócio – completa.

Em cada uma das mais de 20 cidades em que opera – quatro fora do RS, duas no Paraná e duas em Santa Catarina –, porém, tem sócios operadores locais. Menos no berço, Santa Maria, e no filé, Porto Alegre. O plano de Trindade é chegar ao final de 2018 atuando em 50 cidades.

Fonte: GaúchaZH

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