Dona do Ibmec agora é sócia da Singularity

A Adtalem – grupo americano dono do Ibmec e de 13 instituições de ensino no Brasil – adquiriu uma fatia minoritária da Singularity University, referência mundial em temas ligados à inovação. Com o acordo, a Singularity passa a oferecer cursos on-line com conteúdo em português no país.

Essa é a primeira vez que a Singularity fecha uma parceria com um grupo de ensino. A Adtalem (atual nome da eVry) registrou uma receita global de cerca de US$ 1,4 bilhão em 2018 e tem 110 mil alunos no Brasil. 

Há uma forte demanda de brasileiros pelos cursos da universidade que tem uma unidade localizada dentro da base de pesquisas da Nasa, na Califórnia. Mais de 500 executivos do Brasil já participaram de algum programa da Singularity, que chega a custar US$ 14 mil. Eles formam o maior grupo de ex-alunos fora dos Estados Unidos.

Como resultado do acordo, o primeiro curso on-line será oferecido no país ainda em março, com o tema “Introdução à Liderança Exponencial”. Vai custar R$ 2 mil e terá duração de um mês.

A parceria com a Singularity faz parte da estratégia da Adtalem de fortalecer seu negócio de educação continuada. “O mercado está mudando rapidamente, agora é preciso se atualizar sempre. Por isso, estamos apostando na educação continuada”, disse Carlos Alberto Filgueiras, presidente da Adtalem Brasil.

O executivo pretende ampliar no país a presença de escolas do grupo que atuam nesse segmento. Entre elas, está, por exemplo, a americana Becker, que capacita os alunos de contabilidade para obterem certificação profissional. No Brasil, a Adtalem é dona das escolas Damásio, Clio e SJT Med que ministram aulas para as carreiras de direito, diplomacia e saúde, respectivamente.

Dos 110 mil alunos da Adtalen Brasil, cerca de 40 mil estão matriculados em cursos de educação continuada. “A nossa aposta no segmento é uma forma de prolongar o relacionamento com os alunos, além de conquistar novos”, disse Filgueiras.

Segundo o executivo, há uma oportunidade grande de crescimento dentro do próprio grupo, uma vez que, atualmente, apesar das escolas pertencerem todas à Adtalem, elas operam de forma independente. A ideia é colocar todas as instituições de ensino e escolas de educação continuada numa mesma plataforma, podendo oferecer, por exemplo, melhores condições para estudantes que já são do grupo.

Dentro desse plano de integração, outra frente é a internacionalização. Os alunos das instituições brasileiras podem estudar nas escolas do grupo localizadas em outros países. Atualmente, uma das principais demandas dos estudantes é fazer parte da graduação em instituições internacionais.

Fonte: Valor Econômico

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