De Heus mira ativos para avancar no Centro-Oeste

De Heus mira ativos para avançar no Centro-Oeste

Há quase oito anos no Brasil, o grupo familiar holandês De Heus, uma das maiores indústrias de ração do mundo, vem investindo na modernização do parque fabril para manter o ritmo de crescimento e prepara o terreno para fazer aquisições na região Centro-Oeste.

Desde que comprou a paulista Nutrifarms, em 2012, o faturamento da De Heus no Brasil quintuplicou. Neste ano, a companhia projeta uma receita de R$ 450 milhões, o que a coloca entre as oito maiores empresas de nutrição animal do Brasil, de acordo com Rinus Donkers, presidente da De Heus no país e também responsável pelo grupo na América Latina. No mundo, o grupo fatura € 3 bilhões.

Em entrevista ao Valor, o holandês Donkers e o brasileiro Henrique Fernandes, diretor de operações da companhia no país, admitiram que, apesar do crescimento da companhia nos últimos anos, o Centro-Oeste, importante região produtora de bovinos do país, ainda é uma lacuna para o grupo.

Hoje, a De Heus conta com cinco unidades no país, nas regiões Sul e Sudeste – duas em Rio Claro, no interior paulista, e uma nos municípios de Guararapes (SP), Toledo (PR) e Apucarana (PR). “Ainda não estamos, mas com certeza nós vamos expandir para a parte central do Brasil, principalmente para gado de corte”, assegurou Fernandes.

Segundo Donkers, as operações da companhia holandesa no Brasil já estão integradas e “ajustadas”, o que permite que o movimento de aquisições seja retomado. “No momento, estamos olhando para aquisições. Já construímos a companhia. Agora precisamos de velocidade”, argumentou o executivo.

Paralelamente à busca por aquisições, a De Heus está ampliando a capacidade de suas fábricas, com investimentos da ordem de R$ 35 milhões, de acordo com Fernandes. A unidade de Apucarana, com foco no atendimento ao mercado de bovinos (de corte e leite), será ampliada, assim como uma das unidades de Rio Claro, onde a empresa produz pré-misturas de vitaminas e minerais (“premix”). A previsão é concluir os aportes no município do interior paulista em setembro, conforme os executivos.

Além disso, a De Heus já investiu na modernização da unidade de Guararapes, que produz um suplemento especial para bovinos. Segundo Fernandes, trata-se de uma tecnologia que não existia no Brasil. “É um suplemento à base de melaço de cana para o boi lamber”, disse.

Por último, está o investimento na reforma da fábrica de Toledo, que estava fechada e foi adquirida pela De Heus em 2016. Nessa planta, a companhia fabrica rações especiais para as fases iniciais de leitões e pintinhos. A aposta é que, com a redução do uso de antibióticos na criação, as rações “pré-iniciais” como as feitas em Toledo ganharão espaço. “É uma tendência muito forte”, acrescentou Donkers, destacando a experiência do grupo em países como a Holanda, que estão à frente do Brasil quando o assunto é o uso de antibióticos.

Fonte: Valor Econômico

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