Corrida Eleitoral e as Fusões & Aquisições

O momento pré-eleitoral, com um cenário incerto na corrida para presidência do Brasil, vem prejudicando o ambiente de negócios com bem mais intensidade que outros períodos pré-eleitorais, no passado. Essa é a conclusão de executivos de bancos de investimento. Candidatos tão diversos e falta de clareza quanto ao cenário do segundo turno, aliado a volatilidade cambial, estão prejudicando, em especial,  o mercado de fusões e aquisições, além da ofertas de ações, já paralisadas. Até o mês de maio passado, o mercado operou como se não fosse ano de eleições. No segundo trimestre, aos primeiros sinais de instabilidade, houve uma corrida para o fechamento de operações em andamento, mas logo em seguida o mercado trancou, principalmente em operações de maior porte. O que se vê hoje são operações de menores valores e em setores específicos. Em situações como esta os vendedores não querem dar descontos e os compradores estão mais preocupados com o futuro de seus negócios e os novos rumos para o país e, dependendo das eleições, se vale apena adquirir empresas e ativos, mesmo com descontos.

Fabricio Scalzilli
Sócio da Nello Investimentos

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