Brookfield entra em locação de veículos no país

Com um aporte de R$ 500 milhões, a gestora de ativos e fundos canadense Brookfield entrou no segmento de locação de veículos e equipamentos no Brasil. A gestora comprou 100% da operação da paranaense Ouro Verde, que tem atuação diversificada no mercado brasileiro, tendo clientes tanto em veículos leves como pesados, como caminhões.

Segundo o diretor Financeiro e de Relação com Investidores da Ouro Verde, Ricardo Pereira, os recursos vão dar à companhia condições de suportar o crescimento no país. “As perspectivas são favoráveis no mercado de terceirização de frota corporativa de veículos, máquinas, e equipamentos pesados. Além disso, vai fortalecer o nosso balanço patrimonial”, afirmou.

Globalmente, a Brookfield atua em quatro divisões de negócios: investimentos imobiliários, energias renováveis, infraestrutura e private equity. No Brasil, a gestora tem participações na VLI (ferrovia), Arteris (rodovias) e é dona da Tegra (incorporadora), da BRK Ambiental entre outros empreendimentos.

Para Alexandre Thiollier, vice-presidente sênior da Brookfield, a entrada no capital da Ouro Verde pode contribuir para o crescimento da companhia. A gestora tem ampla experiência na maioria dos segmentos atendidos pela Ouro Verde, como por exemplo, agronegócio, florestal, geração e transmissão de energia, transporte rodoviário e saneamento básico.

“Além disso, a Brookfield acredita que pode gerar muito valor para a Ouro Verde através de sua ampla rede de relacionamentos com uma gama grande de potenciais parcerias neste mercado.”

No primeiro trimestre deste ano, a Ouro Verde obteve um faturamento em torno de R$ 200 milhões, atendendo cerca de 350 clientes corporativos e gerenciando uma frota de 25 mil veículos leves e equipamentos pesados.

O mercado de locação de veículos e equipamentos ainda é incipiente no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Locadoras (Abla), em caminhões, dos 1,6 milhão de veículos em operação em transportadoras e frotistas, cerca de 13 mil pertencem a empresas de locação e gestão de frota.

Gustavo Couto, presidente da Vamos, empresa de gestão de frota de veículos pesados e equipamentos do grupo JSL, disse que a chegada de um novo concorrente pode ajudar a desenvolver esse mercado no Brasil. “Não temos nem 1% de participação. Nos Estados Unidos, locadoras já representam 20% da frota de veículos pesados. Temos muito a crescer e rapidamente”, disse Couto.

Uma característica desse segmento é estar na contra-mão de outros setores da economia. Em tempos de crise, como agora, a tendência é o crescimento de frotas gerenciadas por terceiros nas grandes empresas. Na Vamos, por exemplo, a média de crescimento nos últimos três anos é de 30%. Em 2018, a receita foi de R$ 1 bilhão.

“O primeiro trimestre aumentamos em 23% o nosso faturamento, chegando a R$ 274 milhões. E, quando se olha os números no semestre, essa alta é maior ainda.” A Vamos tem uma carteira de 400 clientes ativos.

Fonte: Valor Econômico

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