BR Malls fecha venda de 7 shoppings a fundo do BTG

A BR Malls assinou na tarde de ontem acordo para a venda de sete shoppings ao Fundo de Investimento Imobiliário BTG Pactual Shoppings por R$ 696,4 milhões. No portfólio negociado estão 773 lojas e 141 mil m2 de área bruta locável própria (equivalente ao espaço de 30 hipermercados).

Foram oito meses de negociação e cerca de 60 reuniões com a BTG Pactual Asset Management na sede da BR Malls para concluir a transação. A venda incluiu shoppings no Sudeste, Centro-Oeste e Sul, com foco nas classes A, B e C – entre eles, o Osasco Plaza Shopping (SP) e o Ilha Plaza (RJ).

É o primeiro fundo da gestora do BTG Pactual com foco em shoppings. O Valor apurou que novas captações podem ocorrer no setor por meio deste mesmo fundo, que deve concentrar a estratégia da gestora no segmento.

No total, é um fundo imobiliário de R$ 900 milhões, considerando recursos de investidores para aquisição das fatias nos ativos e uma emissão de dívida a ser contratada. São R$ 430 milhões em recursos de 50 investidores (de alta renda e institucionais) e R$ 470 milhões em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). A captação com os cotistas foi fechada em três semanas.

A maior parte dos R$ 900 milhões será destinada para compra da participação da BR Malls e de acionistas minoritários que também fizeram parte da transação. Considerando todas as posições vendidas, o fundo adquiriu 39,6% do Osasco Plaza, 65,6% do Ilha Plaza, 65% do Plaza Macaé, 100% do Casa & Gourmet, 85% do Shopping Contagem, 100% do Capim Dourado e 100% do Londrina Norte.

Na metade do ano passado, a gestora definiu que entraria no segmento e, entre julho e setembro, passou a analisar ativos à venda. No fim do ano passado, iniciou conversas com a BR Malls, que já buscava interessados em parte de sua carteira. A empresa de shopping centers tem reduzido seu portfólio desde 2017, concentrando-se em empreendimentos de maior porte e em mercados que considera de grande potencial de consumo. Com a venda, a companhia passa a ter 32 shoppings no país.

“Não queríamos buscar um ativo aqui, outro ali, mas montar já inicialmente um portfólio mais estruturado, para mostrar a disposição em sermos relevantes nesse mercado”, diz Allan Hadid, sócio da BTG Pactual Asset Management. Segundo Michel Wurman, sócio responsável pela área imobiliária do BTG Pactual, os empreendimentos comprados são maduros, mas alguns, como o de Macaé (RJ), são “uma aposta”, com espaço para maior retorno nos próximos dois ou três anos.

O fundo já definiu que a Soul Malls, do executivo Andre Ryfe, será a responsável pela gestão dos sete shoppings. Haverá uma fase de transição entre a companhia e a BR Malls, atual administradora.

A BR Mall informou ontem que ao valor de venda, de R$ 696,4 milhões, pode ser acrescido um pagamento baseado na performance dos ativos. Caso o desempenho alcance determinado patamar, haverá pagamento adicional de até R$ 22,4 milhões. Após a liquidação financeira da venda dos shoppings, a BR Malls pretende distribuir o valor  integral aos acionistas.

Fonte: Valor Econômico

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