A aposta de US$ 2 bilhões para reviver o Snapchat

A Snap Inc, dona do aplicativo de mensagens e fotos Snapchat, tem um grande problema à frente. Na semana passada, a companhia apresentou resultados desanimadores. Embora o faturamento tenha aumentado 62% no trimestre, ela apresentou um prejuízo de 443 milhões de dólares, três vezes maior que a perda de 124,4 há um ano.

Os usuários ativos diários subiram para 178 milhões no terceiro trimestre, ante 173 milhões no trimestre anterior. Analistas esperavam 181,8 milhões, de acordo com a empresa de pesquisa FactSet. Como consequência, surgiram rumores que a rede seria descontinuada em novembro, que foram desmentidas pelo fundador e presidente do Snapchat, Evan Spiegel.

Os ventos negativos não atingiram a Tencent, companhia chinesa de internet. Ela adquiriu 12% da Snap Inc, ou cerca de 145,8 milhões de ações, por cerca de 2 bilhões de dólares. Ela já havia investido na Snap em 2013, durante uma rodada para levantamento de recursos antes de a empresa abrir capital. As ações adquiridas pela Tencent não lhe dão poder de voto ou direito a um assento no conselho da Snap.

A Tencent é hoje a maior empresa de jogos do mundo por receita. Ela é dona dos aplicativos de mensagem QQ e WeChat, que tem 800 milhões de usuários únicos no mundo, e dos jogos Honor of Kings e Clash of Clans. WeChat é o aplicativo de mensagens mais popular na China e também oferece meios de pagamentos. Sua popularidade dá a ela um valor de mercado de cerca de 470 bilhões de dólares. O Snapchat, no entanto, está banido no país.

Com o investimento, a Tencet acredita que a parceria poderá gerar “oportunidades de cooperação com a empresa na publicação de jogos para celular e notícias”. Isso representaria uma grande mudança nos usos do aplicativo. A própria empresa também afirmou que irá redesenhar o app, para deixá-lo mais fácil de usar, o que é uma crítica constante.

Evan Spiegel, fundador e presidente da empresa, disse que considerava até usar algoritmos para controlar o feed de imagens, da mesma forma como o Facebook e o Instagram, ambas empresas de Mark Zuckerberg. Resta saber se essas mudanças e investimentos serão o suficiente para reverter os números negativos da companhia.

Fonte: Exame

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