Após Rodoban, Brink’s prevê mais aquisições

A americana Brink’s, líder em transporte de valores no Brasil, planeja fazer mais aquisições no país este ano. A companhia acaba de concluir a compra da mineira Rodoban, por US$ 130 milhões. Segundo Fernando Sizenando, presidente da operação brasileira da Brink’s, o foco são concorrentes menores e empresas na área de tecnologia.

O Brasil está entre os quatro maiores mercados da multinacional e, de acordo com o executivo, a operação cresceu dois dígitos nos últimos anos.

A compra da Rodoban, que pertencia à família Naves, permitirá à Brink’s ampliar a presença em Minas Gerais. “Não tínhamos a capilaridade necessária no território mineiro e este foi um dos principais motivos da aquisição. A empresa vinha registrando um crescimento semelhante ao nosso”, afirmou Sizenando. No futuro, a marca Rodoban será extinta, assim como ocorreu com a TGV, comprada em 2000, e a Sebival, em 2009.

Os recursos para aquisição vieram da matriz. A receita da Rodoban, que faz transporte de valores e vigilância, somou US$ 78 milhões nos últimos 12 meses. Dez de suas 13 unidades no país estão em Minas Gerais. As demais estão em São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.

Com a incorporação, a intenção também é ampliar os serviços oferecidos aos clientes da Rodoban. “Poderemos adicionar serviços como manutenção, previsão de demanda de numerário para redes de caixas eletrônicos e cofres inteligentes para varejistas”, afirmou Sizenando.

Desde março de 2017, a Brink’s fez nove aquisições no mundo. No Brasil, segundo ele, estão sendo analisadas outras oportunidades, principalmente em áreas que permitam estender o portfólio, como tecnologia e startups.

Nos últimos anos, a americana começou explorar a área de pagamentos digitais ao comprar a Redetrel e a PagFácil. Em 2018, reforçou o braço de tecnologia para transações financeiras com a criação da joint venture Trustion, com a Accesstage, especialista em conectividade financeira.

Sizenando disse que mesmo com o avanço dos meios de pagamentos eletrônicos, a circulação do dinheiro físico continuará sendo forte no país. O executivo observou que em 2015 os pagamentos em dinheiro nos Estados Unidos correspondiam a 16% do total de transações. No Brasil, essa fatia era 39%. “Nossa estimativa é que o Brasil atinja o patamar americano em 2030”, afirmou.

No mundo, a Brink’s obteve receita de US$ 2,5 bilhões nos nove primeiros meses de 2018, um avanço de 8,63% em base anual. No período, foi registrado prejuízo aos controladores de US$ 68,2 milhões, invertendo lucro de US$ 68,8 milhões do acumulado de janeiro a setembro de 2017.

Em 2017, a receita somou US$ 3,3 bilhões, sendo que a América do Sul respondeu por 29% desse montante. Para 2018, a estimativa era obter US$ 3,45 bilhões (os números do ano ainda não foram fechados). Desde 2016, a empresa não abre dados por país – exceto Estados Unidos. Naquele ano, o Brasil vendeu US$ 286 milhões.

Fonte: Valor Econômico

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