Acionistas pressionam e Clariant e Huntsman deixam fusão de US$ 20 bi

A suíça Clariant, uma das maiores fabricantes mundiais de especialidades químicas, e a concorrente americana Huntsman anunciaram nesta sexta-feira (27) que desistiram de unir suas operações, em uma “fusão entre iguais” que daria origem a uma nova empresa avaliada em US$ 20 bilhões e acabou frustrada por acionistas da primeira companhia.

O plano foi anunciado no fim de maio, mas encontrou forte resistência de fundos de investimentos ativistas, que ampliaram a compra de participações na empresa suíça com vistas a barrar a operação. Esses acionistas defendem que a fusão não tinha “lógica estratégica” e era destruidora de valor.

Em nota, as companhias informaram que a decisão dos conselhos de administração de abandonar a transação foi unânime, embora defendam que a fusão teria atendido ao “melhor interesse” de seus acionistas no longo prazo.

“Diante do acúmulo de ações da Clariant nas mãos do investidor ativista White Tale Holdings e sua oposição à transação, agora apoiada por outros acionistas, há muita incerteza sobre se a Clariant alcançará os dois terços de aprovação entre seus acionistas, que são necessários para levar adiante a transação”, diz a nota, assinada pelo principal executivo da Huntsman, Peter R. Huntsman, e Hariolf Kottmann, chefe da Clariant.

O fundo White Tale tornou-se um dos maiores acionistas da Clariant nos últimos meses, com participação superior a 15% de acordo com reportagem do jornal suíço “Finanz und Wirtschaft” do início deste mês.

Agora, as empresas se concentrarão em suas respectivas estratégias e o contrato de encerramento da operação não prevê o pagamento de multas, liberando a Clariant de penalidades de US$ 210 milhões em caso de quebra de acordo e de US$ 60 milhões em caso de reprovação da transação.

Tanto a Clariant quanto a Huntsman têm operações no Brasil. A companhia suíça tem unidades produtivas em Suzano (SP), Jacareí (SP), Vitória da Conquista (BA) e Niterói (RJ), e emprega 1,2 mil pessoas no país.
A Huntsman, por sua vez, tem fábrica em Taboão da Serra (SP). No Brasil, a operação já havia sido aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Fonte: Valor

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