Acesso Digital recebe aporte de R$ 580 milhões do Softbank e General Atlantic

Acesso Digital recebe aporte de R$ 580 milhões do Softbank e General Atlantic

Quase a totalidade do investimento é primário, ou seja, vai para o caixa da companhia brasileira de tecnologia voltada à identificação digital.

A Acesso Digital, companhia brasileira de tecnologia voltada à identificação digital, fechou um aporte de R$ 580 milhões liderado pelos fundos Softbank e General Atlantic. Quase a totalidade do investimento é primário, ou seja, vai para o caixa da empresa, que não divulga o percentual acionário vendido. A transação foi minoritária e sabe-se que a companhia foi avaliada em mais de R$ 1,1 bilhão.

“O Brasil digital não para. O fluxo de negócios no mundo digital está acelerado e mudando muito a realidade do país”, disse, ao Valor, Martin Escobari, chefe da GA na América Latina.

A IDtech — como são conhecidas as startups de identificação — e seus investidores começaram as conversas no ano passado, mas a rodada foi acelerada pela pandemia – a demanda por serviços de identificação para prevenção de fraudes aumentou durante a quarentena e a companhia viu oportunidade de entrar em setores que não estavam no seu escopo, como saúde e educação.

Biometria facial

Isso pode ser feito organicamente ou por aquisições, sendo que o grande foco da companhia agora, segundo o fundador e presidente Diego Martins, é aumento do time de engenharia. “Começamos a jornada da construção da identidade digital do brasileiro, que seja mais simples e segura. Nosso pilar central é a biometria facial e queremos entrar em setores diferentes”, disse Martins.

A Acesso já tinha recebido um aporte de R$ 40 milhões da Igah Ventures (antiga ebricks) no início do ano. Entre outras coisas, o capital foi utilizado para aquisição recente da gaúcha Meerkat, que desenvolveu um algoritmo de biometria facial. Com o aumento de demanda e crescimento acelerado, a empresa deve mais que dobrar seu faturamento este ano, com a projeção de R$ 150 milhões, ante R$ 70 milhões registrados no ano passado.

“O Diego montou um time espetacular, que vai ganhar o jogo no longo prazo, e que tem um banco de dados que já é o melhor do mercado e alimentado diariamente”, ressalta Paulo Passoni, sócio do Softbank à frente do fundo na América Latina. A companhia não abre o número de CPFs registrado em sua base de dados, mas afirma que consegue atender 80% das consultas feitas.

Fonte: https://valor.globo.com/

21/09/2020

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