Acesso Digital compra Meerkat

Acesso Digital compra Meerkat

A Acesso Digital, um dos destaques no mercado brasileiro de biometria facial, comprou a Meerkat, empresa de Porto Alegre que desenvolve algoritmos para reconhecimento facial.

O negócio não teve o valor revelado e foi divulgado em primeira mão pelo NeoFeed.

A Meerkat tem 10 funcionários. O CEO é Renan Franz, um profissional com passagens pelas áreas financeira e de controladoria de empresas como RBS e AEL.

Também são fundadores Gustavo Führ, que foi engenheiro de software na RBS e Guilherme Fickel, doutorando da UFRGS na área de visão computacional.

“Recebemos propostas de compra no passado, de empresas nacionais e estrangeiras, que foram recusadas. Com a Acesso Digital, nos sentimos em casa desde o início da parceria, pois compartilhamos da mesma visão de empresa, que dá liberdade e autonomia para os funcionários. O propósito nos conectou”, afirma Franz.

A Acesso já usava tecnologia da Meerkat. A ideia agora é seguir o desenvolvimento, substituindo tecnologias de fora que a empresa ainda usa até agosto de 2021.

A compra é o primeiro negócio embalado por um aporte de R$ 40 milhões feito pelo fundo E.bricks Ventures em janeiro.

Não deve ser a última compra da Acesso Digital, que, segundo revela o Neofeed, já falou com 60 possíveis alvos nos últimos três meses e quer fazer mais três compras até o final do ano.

O mercado de identificação, ou biometria, é quente, devendo chegar a R$ 1 bilhão até o fim do ano até o final do ano segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia em Identificação Digital (Abrid).

Um dos mercados mais quentes é o de bancos e fintechs, que usam o reconhecimento do rosto como uma forma de evitar fraudes. Outros são o varejo e o comércio eletrônico.

No ano passado, Itaú, Banco Pan, Nubank, SulAmérica, Gol, Viajanet e outros anunciaram projetos na área, muitas vezes sem abrir quem é o fornecedor.

A Acesso Digital é uma das empresas de destaque, já tendo anunciando a meta de “se tornar o SPC quando o assunto é reconhecimento facial”.

A empresa afirma já ter informações que permitem identificar um terço da população economicamente ativa do país (a empresa não abre o número exato mas isso é cerca de 30 milhões de pessoas). Bancos digitais como Neon, Digio e Banco CBSS já são clientes da companhia.

Outros concorrentes vem despontando, embalados por dinheiro de fundos de investimento.

Uma das que mais levantou dinheiro foi a Idwall. Fundada em 2016, a companhia já recebeu R$ 51 milhões em três rodadas de investimento. A empresa já conta com clientes como Loggi, Movida, Cielo, Banco Original, OLX, entre outras.

A Unike Technologies, uma startup de biometria facial, captou na semana passada um aporte de R$ 3 milhões, em uma transação liderada pela Reussite, fundo liderado por Isaac Lazera, sócio da Extrafarma.

Em junho, a Payface, uma startup de pagamentos por reconhecimento facial, captou R$ 3 milhões em rodada seed liderada pela empresa BRQ Digital Solutions, o fundo Next A&M e a aceleradora Darwin Startups.

Em setembro de 2018, quando recebeu um aporte de R$ 5 milhões de um fundo, a FullFace, outra startup em alta, divulgou uma lista de clientes que incluía o Itaú, além de Gol, Serasa e Motorola.

Fonte: https://www.baguete.com.br/ 

03/08/2020

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